Bieragem no Brasil

Bieragem em Curitiba: Três Pubs Imperdíveis para Tomar Cerveja Artesanal

Desde que eu entrei de vez nesse mundo “cervejístico”, venho pedindo indicações e pesquisando lugares para viajar e vivenciar a cultura cervejeira. Queria provar novos sabores de cerveja artesanal e me perder por aí nos bares de alguma cidade legal.

Felizmente, em São Paulo não faltam opções para os cervejeiros de plantão, sendo o estado com maior número de cervejarias do Brasil. Porém, decidi fugir um pouco daqui e me aventurar lá pelo sul, escolhendo Curitiba como destino; que fica há 400km de distância daqui e também é um dos maiores polos cervejeiros do país, contando com mais de 25 microcervejarias.

É claro que, em meio a tantas opções e tendo somente dois dias para aproveitar, é impossível conhecer todas as opções. Apesar do pouco tempo, visitei 5 bares ao todo e posso dizer que dei muita sorte, pois três deles realmente mereceram o registro.

Chega mais, vou te mostrar como foi!

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Bora tomar cerveja! Uhul!

1. We Are Bastards Pub

Quando li sobre um lugar em Curitiba com 32 torneiras de chopp artesanal eu não pensei duas vezes: logo adicionei ao topo da minha lista.

We Are Bastards representa uma cervejaria de mesmo nome, mas há muitas outras opções além das cervejas de fabricação própria. São 32 tipos de chopp de estilos variados, além de mais de 100 rótulos de cervejas; sendo que uma das geladeiras conta apenas com rótulos paranaenses. Um paraíso, sim ou não?

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Muitas torneiras e o melhor: várias IPAs!

É claro que só essa variedade já é capaz de encantar qualquer cervejeiro, mas um conjunto de outras coisas fez com que minha experiência lá fosse incrível. O pub tem uma atmosfera super agradável, com boa música ao vivo, decoração cool e atendentes acessíveis para trocar ideia e recomendar cervejas. Também tem comidinhas e outros drinks variados feitos com cerveja ou não.

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Ambiente aconchegante com música ao vivo – o pagamento de couvert é opcional

Apesar de não ser um dos lugares mais baratos (havia chopes a partir de R$12), com certeza vale a visita. A casa abre de quarta à domingo e fica na Av. Iguaçu, 2300 – Água Verde – Curitiba.

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A felicidade de quem nunca tinha visto tantas torneiras de chopp!

2. Bier Hoff

Qualquer viajante de raiz sabe que a regra número um quando se viaja é: fugir de shoppings. A menos que dentro do shopping haja uma cervejaria artesanal. Nesse caso é totalmente perdoável.

Embora estivesse fora do meu roteiro, aceitei uma recomendação de última hora e fui até o Shopping Estação (onde também está localizado o Museu Ferroviário) conhecer o bar da Bier Hoff – cervejaria que só em 2017 foi eleita a terceira melhor do Brasil e ganhou nove prêmios no Festival Brasileiro da Cerveja. Nesse mesmo bar, um dia funcionou a fábrica Bier Hoff, antes de ser transferida para outra região de Curitiba devido ao aumento da demanda e produção.

Mas vamos ao que interessa: o bar conta com 7 torneiras de chopes fabricação própria, embora haja diversos outros rótulos disponíveis em garrafas. Mesmo tendo visitado um bar com 32, o Bier Hoff não deixou a desejar por vários motivos.

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Algumas das opções de chopp

Quem me atendeu foi o Chico, um garçom maranhense super querido que me contou bastante sobre o lugar, a cidade, os chopes e tudo mais que a enxerida aqui perguntava. Ele disse que estranhou (no bom sentido) meu jeito curioso e “agitado” (me levantava a todo momento para perguntar e olhar as coisas), já que, segundo ele, os curitibanos são mais fechados e reservados. Os tanques grandes de  maturação também me chamaram a atenção,

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Tonéis de maturação

além dos sabores diferentes de cerveja como a Cocada Preta Robust Porter e Jerimoon Pumpking Ale, produzida com abóbora. Eles oferecem também a tábua de degustações, com a opção de escolher quatro chopps diferentes de 150ml cada, por R$21,90.

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Escolhi IPA, NE IPA, Dunkel e Weiss

Não posso esquecer de mencionar que eles têm boas promoções – tanto de cervejas quanto de comida. Essa super porção de mariscos à milanesa da foto abaixo custou nada mais do que R$15, e o chopp de 500ml estava saindo pelo preço de 300ml.

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Premium lager acompanhada de mariscos à milanesa

Resumindo, é um lugar muito bom para fazer happy hour, relaxar e viver a cultura cervejeira de Curitiba sem gastar muito.

O bar fica aberto todos os dias, localizado na Av. Sete de Setembro, 2775 – Rebouças, Curitiba.

3. Hop n’ Roll

Visitar Curitiba sem visitar o Hop n’ Roll? Nem pensar. Pra começar, estamos falando aqui de um brewpub – tipo de bar ainda relativamente raro no Brasil – onde se produz e se vende cerveja no mesmo local. Isso significa: torneiras de chopes fresquinhos feitos à mão no próprio pub.

No Hop n’ Roll, apenas uma parede de vidro separa a micro “fábrica” do pub em si, de forma a ser possível ver os equipamentos e os cervejeiros fazendo a magia acontecer.

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Etapa de fervura da APA sendo concluída. Lá atrás, o pub.

Quando entrei, me veio um cheiro gostoso que me deixou atordoada e doida para saber de onde vinha; e graças a essa proximidade entre produção e consumo eu pude conversar com o mestre cervejeiro Beto. Com muito boa vontade, ele fez a um mini-tour na fabriquinha onde estava sendo produzida uma American Pale Ale, respondendo a todas às minhas perguntas.

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Foi lá que eu tive meu primeiro contato com o ingrediente mais incrível da cerveja: o lúpulo. Muito amor!

Não sei vocês, mas eu adoro esses lugares sem frescura onde a gente pode se sentir em casa. Tomando cerveja boa então, é perfeito!

Como se não bastasse, o Hop n’ Roll tem 35 opções de chopp artesanal, sendo 4 deles de fabricação própria. Eu tomei um American Blond Ale da casa (R$13 – 500ml)  e uma Russian Imperial Stout da cervejaria Sunset (R$13 – 300ml), ambas muito boas e em conta, na minha opinião (há chopes a partir de R$8,50) . Gostei demais!

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Pra deixar qualquer cervejeira bem feliz

O pub abre de segunda à sábado e fica na Rua Mateus Leme, 950 – Centro Cívico, Curitiba.

Gostou das dicas cervejísticas? Tem algo a acrescentar? Algum outro lugar para recomendar? Comente aqui ou mande mensagem privada lá no meu Instagram. Aproveita e curte minha página no Facebook pra saber quando vêm os novos posts!

Obs.: Nenhum desses lugares me ofereceu qualquer benefício em troca de divulgação, sendo este post baseado puramente na minha opinião.

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Do caos à paz – 5 motivos definitivos para visitar o Vietnã

Decidi pular a introdução sobre quem sou eu, por que viajo, como viajo e essas coisas de primeiro post de blog. Vou direto ao assunto e falar sobre um dos lugares mais incríveis e improváveis que eu já visitei: o Vietnã. Por que improvável? Bom, digamos que a gente não se imagina sozinha no Vietnã aos 23 anos de idade, né? Eu tinha muita vontade de conhecer a Tailândia, isso sim. Aquelas praias maravilhosas, templos dourados que a gente vê nas fotos. A verdade é que a Tailândia tem uma boa reputação (turisticamente falando), diferente do Vietnã, que atravessou uma guerra sangrenta e cruel e que terminou há pouquinho mais de 40 anos. Enquanto eu estava planejando meu mochilão, acabei pesquisando sobre o país e ficando com muita vontade de ir.

Parada em Hoi An para a cerveja.

Não era o que eu tinha programado, mas acabei percorrendo o Vietnã inteiro de norte a sul: isto é, da capital Hanói até Ho Chi Min City (cerca de 1600km de ônibus), passando por seis cidades em cerca de dez dias. Eu teria ficado meses rodando por lá, mas infelizmente não podia.

Vamos ao que interessa: o Vietnã é maravilhoso. Sério. Uma mistura de caos com paz e energia boa, uma simplicidade e simpatia no povo… sério, fiquei apaixonada. E CERVEJA, cerveja barata até não acabar mais! Aaaahhhhhhhhhh, quero voltar! Estou determinada a convencer você a incluir esse país incrível na sua lista de viagem. Sem mais enrolação, vamos aos 5 motivos definitivos para você ir para o Vietnã.

1. CERVEJA BARATA PRA TODO LADO

Eu sou fanática por cerveja e esse blog é também sobre isso, portanto é óbvio que esse é o motivo número um. O Vietnã tem uma cultura cervejeira fortíssima e em todo canto e, principalmente à noite, você encontra cerveja MUITO barata. Ainda que seu gosto seja dos mais refinados – já que estamos falando aqui de cerveja de baixa qualidade – garanto que com o calor que faz lá você não vai se importar e vai até gostar, já que o copo de chopp custa aproximadamente R$0,70 e a garrafa R$2,00 – podendo chegar a menos que isso em regiões menos turísticas.

A famosa Bia Corner (Bia significa cerveja em Vietnamita) fica no bairro Old Quarter, onde estão boa parte das hospedagens (inclusive as mais baratas). Lugar bom para fazer amizades 🙂

 

2. O POVO VIETNAMITA

Sou do tipo de pessoa desconfiada que acha que qualquer pessoa que está sendo simpática pode estar querendo algo em troca, mas o Vietnã quebrou minhas pernas! Logo na primeira cidade em que eu estive (Hanói), todas as vezes em que eu passeava às margens do lago Hoan Kiem eu era abordada por gente querendo saber de onde eu era, o que eu estava achando de lá e no final sempre me pediam uma foto como seu eu fosse famosa! Achava isso o máximo, pois também era uma chance de conhecer melhor sobre o povo vietnamita e seus costumes. Apesar de serem reservados (como típicos asiáticos), são educados, simpáticos e gostam de conversar.

Almoço com Cindy, tia e mãe dela.

Foi numa dessas que conheci a Cindy, uma menina sul-vietnamita de 16 anos super simpática, que turistava com a família e começou a puxar assunto comigo falando um inglês excelente. Papo vai e papo vem, ela me encorajou a ir visitá-la um fim de semana e eu topei!  A casa dela era simples, acolhedora e típica de cidade do interior, com direito a vista para uma plantação de arroz (mais típico impossível). Nenhum dos parentes dela falava inglês, mas ainda assim me trataram super bem e me presentearam com um dos dias mais especiais de toda a viagem.

3. VIAGEM DE BAIXO CUSTO

O combo [hospedagem/comida/ transporte/cerveja] baratos é o sonho de todo mochileiro, sim ou com certeza? Pois lá no Vietnã esse sonho é real! Aí vai uma média de gastos meus:

“Pho”, o delicioso e mais famoso prato vietnamita

Hospedagem: 100,000 dongs em quarto compartilhado (R$ 15/noite). Foi um excelente custo-benefício, considerando que  a maioria dos hostels tinham ar-condicionado, cofre para os pertences e em dois deles tinha café da manhã grátis.

Comida: A partir de 30,000 dongs em um prato de sopa ou macarrão típico (R$4,50/prato). De primeira pode parecer estranho tomar sopa em um calor de quase 40 graus, mas depois você se acostuma! Em todo caso, há diversas opções, inclusive de comida ocidental para os que não se adaptarem. As lojinhas de conveniência estão em todas as esquinas, com opções de comida gelada para esquentar e comer na hora.

Transporte: ônibus/coletivo 3.000 dongs (R$0,50) e ônibus de viagem  a partir de 180,000 dongs (R$25), variando de acordo com a distância. Para viajar entre cidades, ônibus é a opção mais viável, além de que grande parte deles são “sleeping buses“, com assentos que são tipo camas. Desses que no Brasil a passagem custa o olho da cara.

4. A HISTÓRIA DO PAÍS PODE FAZER VOCÊ REFLETIR

Museu de Memórias da Guerra

Você até pode não ser um grande fã de história, mas garanto que vai se impressionar com a do Vietnã. O país passou por uma uma série de invasões e dominações por diferentes povos como os chineses, franceses e japoneses, que inclusive deixaram sua marca na cultura, arquitetura e idioma do país. Mais adiante, houve a invasão norte-americana e toda a devastação causada na Guerra do Vietnã, que resultou em mais de um milhão de mortes e sequelas que duram até hoje.

É impressionante observar as cidades e como o país se reergueu economicamente. Chega a ser difícil imaginar um cenário (relativamente) recente de tanta devastação e sofrimento, pelo contrário: o povo vietnamita transmite resiliência, paz e alegria.

Conhecer esses fatos sobre o Vietnã – seja através dos vários museus que existem no país, documentários ou mesmo pelas histórias contadas pelos locais – e observar o modo de vida no país, me fez refletir sobre a cultura e o comportamento ocidentais. Principalmente sobre nosso materialismo exagerado e como reclamamos “de barriga cheia”.

 

5. É DIFERENTE DE TUDO QUE ESTAMOS ACOSTUMADOS

Espero já ter te convencido com os motivos anteriores, mas esse quinto motivo é só pra ressaltar que visitar o Vietnã vai fazer você sair da zona de conforto e vivenciar coisas que definitivamente não estamos acostumados. A religião budista tão importante para os vietnamitas com seus belos templos e ensinamentos; o trânsito desesperador e ruas forradas de motos buzinantes; o comércio de rua e as comidas exóticas, as paisagens, o idioma maluco e a cultura vietnamita; com certeza vão te encantar. Além de tudo, é um país mais seguro que o Brasil, conforme mostra esse índice.

Passeio no lago Hoan Kiem, em Hanói

Resumindo, você precisa ir. E se for, me conte o que achou! Gostou da matéria? Curta a minha página no Facebook , me siga no instagram e acompanhe minhas aventuras 😀